USPTO Trata Inteligência Artificial Gerativa como Ferramenta, Não como Inventor, em Diretrizes de Patente

Pontos principais
- A USPTO trata a inteligência artificial gerativa como uma ferramenta comparável a equipamentos de laboratório e software.
- O diretor John Squires enfatizou que a IA auxilia, mas não substitui o inventor humano.
- A precedente legal permanece de que apenas pessoas naturais podem ser nomeadas como inventores.
- Não é criado um processo de avaliação de patente separado para invenções assistidas por IA.
- As regras tradicionais de co-inventor se aplicam quando várias pessoas trabalham com a IA.
- A clarificação visa fornecer certeza para os inovadores que usam a IA, incluindo na área de medicamentos.
A United States Patent and Trademark Office esclareceu que os sistemas de inteligência artificial gerativa devem ser considerados como instrumentos comparáveis a outras ferramentas de pesquisa, e não como inventores. O diretor John Squires enfatizou que a IA pode auxiliar na geração de ideias, mas o ser humano que concebe a invenção permanece como o inventor. A orientação atualizada confirma a precedente legal existente de que apenas pessoas naturais podem ser nomeadas como inventores e aplica as regras tradicionais de co-inventor quando várias pessoas colaboram com a ajuda da IA. A clarificação visa fornecer certeza para os inovadores que usam a IA no desenvolvimento de novas tecnologias, incluindo medicamentos.
Fundo
A rápida ascensão da inteligência artificial gerativa (IA gerativa) levantou questões sobre seu papel no processo de invenção e como se encaixa na lei de patentes dos EUA. Historicamente, a estrutura jurídica exigia que um inventor fosse uma pessoa natural, uma posição afirmada pelo Tribunal de Apelações do Circuito Federal, que decidiu que a IA não pode ser nomeada como inventor em um pedido de patente ou patente emitida.
Orientação Atualizada da USPTO
Em um aviso recente, o diretor da USPTO, John Squires, articulou a posição da agência de que os sistemas de IA são "analogos" a outras ferramentas que os inventores podem usar, como equipamentos de laboratório, software e bancos de dados de pesquisa. Ele afirmou que os sistemas de IA, incluindo a IA gerativa e outros modelos computacionais, são "instrumentos usados por inventores humanos". O aviso esclarece que, embora a IA possa fornecer serviços e gerar ideias, ela "permanece como uma ferramenta usada pelo inventor humano que concebeu a invenção reivindicada".
A orientação atualizada não cria um processo de avaliação separado para invenções que envolvem a ajuda da IA. Em vez disso, a USPTO tratará as invenções assistidas por IA como qualquer outra, aplicando os mesmos critérios de patenteabilidade. Quando várias pessoas naturais estão envolvidas na criação de uma invenção com a ajuda da IA, os princípios tradicionais de co-inventor continuam a se aplicar.
Implicações para os Inovadores
Essa clarificação oferece maior certeza para pesquisadores, empresas e startups que utilizam a IA gerativa no desenvolvimento de novas tecnologias. Ao confirmar que a IA é uma ferramenta e não um inventor, a USPTO garante que os procedimentos de depósito de patentes existentes permanecem aplicáveis, evitando a necessidade de novos caminhos administrativos. A orientação também sinaliza que invenções, como novos medicamentos desenvolvidos com a ajuda da IA, permanecem elegíveis para proteção por patente, desde que um inventor humano seja identificado.
Observadores da indústria notam que a posição da USPTO está alinhada com os princípios jurídicos de longa data, enquanto reconhece a crescente influência da IA no ecossistema de inovação. A abordagem da agência equilibra a necessidade de consistência jurídica com as realidades práticas da pesquisa moderna, onde a IA está cada vez mais integrada ao processo criativo.
Perspectiva Futura
Embora o aviso da USPTO não altere o requisito fundamental de que apenas pessoas naturais possam ser nomeadas como inventores, ele fornece uma direção mais clara sobre como o trabalho assistido por IA deve ser documentado e reivindicado. À medida que as tecnologias de IA gerativa continuam a evoluir, a agência pode reavaliar suas políticas para abordar desafios emergentes, mas por agora, a IA permanece classificada como um instrumento de apoio e não como um inventor legal.