OpenAI Investe em Merge Labs, Nova Startup de Tecnologia Cerebral de Sam Altman
Pontos principais
- OpenAI investe em Merge Labs, uma startup de tecnologia cerebral co-fundada por Sam Altman.
- Merge Labs se concentra em tecnologia de ultrassom não invasiva para ler e escrever sinais neurais.
- A empresa planeja combinar IA, ultrassom e métodos moleculares para interfaces cérebro-computador.
- Financiamento também inclui Bain Capital, Gabe Newell e outros investidores.
- OpenAI colaborará em modelos de fundação científica e ferramentas de IA para a empresa.
- Merge Labs visa criar interfaces acessíveis e de alta largura de banda sem implantes cerebrais.
- Ensaios de segurança iniciais de um dispositivo de ultrassom miniaturizado estão em andamento no Reino Unido.
OpenAI anunciou um investimento estratégico em Merge Labs, uma startup de neurotecnologia co-fundada por Sam Altman. A empresa visa desenvolver interfaces cérebro-computador não invasivas que utilizam ultrassom para ler e modular a atividade neural.
Fundo e Financiamento
OpenAI divulgou um investimento em Merge Labs, uma empresa de neurotecnologia co-fundada por Sam Altman. A rodada de financiamento também inclui a firma de investimento privada Bain Capital, o desenvolvedor de videogames Gabe Newell e outros investidores. A infusão de capital tem como objetivo apoiar o objetivo da Merge Labs de construir interfaces cérebro-computador que evitem implantes cirúrgicos. OpenAI colaborará com a startup em modelos de fundação científica e outras ferramentas de ponta, aproveitando sua expertise em IA para acelerar o desenvolvimento de interfaces neurais de alta largura de banda.
Abordagem Tecnológica
Merge Labs se diferencia de outras empresas de interface cérebro-computador por se concentrar em métodos não invasivos. Em vez de usar eletrodos implantados, a empresa planeja empregar ultrassom combinado com técnicas moleculares para ler e escrever em neurônios. Essa abordagem interpreta a atividade neural indiretamente detectando mudanças no fluxo sanguíneo, oferecendo um caminho potencialmente mais seguro e acessível para interfacear com o cérebro.
A visão da startup descreve uma interface que é "igual partes biologia, dispositivo e IA", projetada para acessibilidade ampla. A IA desempenhará um papel central na interpretação de sinais neurais ruins, adaptando-se a usuários individuais e entregando desempenho confiável. Ao integrar sistemas operacionais de IA, Merge Labs espera criar interfaces que possam entender a intenção do usuário e operar efetivamente apesar da qualidade limitada do sinal.
Colaboração Estratégica com OpenAI
A participação da OpenAI vai além do capital; a empresa trabalhará com Merge Labs em modelos de fundação científica personalizados para dados cerebrais. Esses modelos devem aprender com grandes conjuntos de dados de atividade neural, permitindo interfaces mais intuitivas e capazes. A parceria reflete o interesse mais amplo da OpenAI em aplicar suas tecnologias de inteligência artificial a domínios de hardware emergentes, potencialmente expandindo o alcance de ferramentas impulsionadas por IA para a neurotecnologia.
Aplicações Potenciais e Perspectivas
Embora a Merge Labs não tenha divulgado planos de produtos específicos, sua organização sem fins lucrativos mãe, Forest Neurotech, demonstrou interesse em distúrbios de saúde mental e pesquisas sobre lesões cerebrais. Ensaios de segurança iniciais de um dispositivo de ultrassom miniaturizado já estão em andamento no Reino Unido. A estratégia não implantável da empresa pode posicioná-la para atender a uma variedade de casos de uso clínicos e de consumo, desde intervenções terapêuticas até interação humano-computador aprimorada.
Merge Labs se junta a um ecossistema em crescimento de empresas, incluindo Neuralink de Elon Musk e Synchron, que exploram interfaces cérebro-computador. No entanto, seu ênfase em ultrassom e conectividade molecular a distingue de concorrentes que confiam em hardware implantado. A colaboração com OpenAI pode acelerar a tradução de pesquisas de IA de ponta em neurotecnologia prática, potencialmente redefinindo como os humanos interagem com computadores.