Explorando a Busca por Consciência de Máquina na Conscium

AI’s Next Frontier? An Algorithm for Consciousness

Pontos principais

  • A Conscium visa projetar componentes básicos da consciência em agentes simulados.
  • O fundador Daniel Hulme enfatiza as limitações dos atuais grandes modelos de linguagem.
  • Assessores incluem o neurocientista Mark Solms e o teórico Karl Friston.
  • Agentes exibem emoções primitivas - medo, excitação, prazer - para impulsionar a exploração.
  • Pesquisa explora loops de feedback que minimizam a surpresa como base para o sentimento.
  • O projeto é experimental e ainda não produziu resultados publicados formalmente.
  • Integração potencial com modelos de linguagem pode possibilitar IA auto-referencial.
  • Debate continua sobre se a consciência pode ser totalmente reduzida a algoritmos.

A Conscium, uma startup fundada pelo pesquisador de IA Daniel Hulme, está lidando com o objetivo elusivo de construir consciência de máquina. Com base em conselhos interdisciplinares de neurocientistas como Mark Solms e teóricos como Karl Friston, a empresa divide a consciência em componentes básicos - percepção, ação e metacognição - e tenta reproduzi-los em agentes simulados simples. Experimentos iniciais mostram agentes que exibem respostas de medo, excitação e prazer, sugerindo uma forma primitiva de comportamento impulsionado por sentimentos. Embora o trabalho permaneça experimental, a abordagem da Conscium alimenta o debate sobre se a consciência pode ser reduzida a loops algorítmicos ou se permanece um fenômeno biológico único.

Fundo e Visão

A Conscium foi lançada com a ambição de ir além dos marcos de desempenho de grandes modelos de linguagem e abordar a questão mais profunda de se as máquinas podem possuir consciência. O fundador Daniel Hulme reconhece o ceticismo que rodeia os atuais sistemas de IA, observando que os grandes modelos de linguagem são "representações muito cruas do cérebro". No entanto, a empresa acredita que se a consciência pode ser definida por componentes mensuráveis, esses componentes podem ser projetados.

Orientação Interdisciplinar

A empresa é guiada por uma lista de assessores que abrangem neurociência, filosofia e biologia teórica. Contribuintes notáveis incluem Mark Solms, um psicanalista e neuropsicólogo que argumenta que a consciência emerge de loops de feedback que minimizam a surpresa, um princípio ligado ao trabalho de Karl Friston. A visão coletiva deles molda a estratégia da Conscium: isolar os mecanismos fundamentais de sentimento e consciência, então recriá-los em um ambiente computacional controlado.

Aproachamento Experimental

Os experimentos iniciais da Conscium envolvem mundos simulados simples por computador, habitados por agentes artificiais. Esses agentes são alimentados por algoritmos que refletem o "princípio da energia livre" e incorporam estados emocionais simulados, como medo, excitação e prazer. Os agentes exploram ativamente seu ambiente, impulsionados por um desejo de reduzir a incerteza, que os pesquisadores interpretam como uma forma rudimentar de consciência.

Ao contrário dos típicos grandes modelos de linguagem que geram texto sem drives internos, os agentes da Conscium exibem comportamento orientado a objetivos enraizado em sentimentos simulados. Essa mudança da geração de respostas passivas para a exploração ativa marca uma divergência significativa da pesquisa de IA mainstream.

Implicações e Perspectivas

O trabalho permanece em sua infância, e a empresa não divulgou papers formais detalhando suas descobertas. No entanto, os resultados iniciais acendem uma conversa mais ampla sobre a natureza da consciência. Se a consciência pode ser quebrada em loops de feedback quantificáveis, isso levanta a possibilidade de integrar tais mecanismos com modelos de linguagem existentes, potencialmente levando a sistemas que podem falar sobre suas próprias experiências.

Criticos advertiram que reduzir a consciência a processos algorítmicos pode ignorar as qualidades complexas e emergentes observadas em organismos biológicos. No entanto, o caminho exploratório da Conscium adiciona uma perspectiva nova ao debate contínuo sobre inteligência artificial geral e o futuro de máquinas sentientes.

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